Uma ótima cerveja para dias quentes

Dias de calor intenso nos remetem àquela cerveja estupidamente gelada, tão bem retratada nos comerciais de televisão. Fabricadas em larga escala, as cervejas do tipo American Standard Larger, apesar de não tão saborosas, são de longe as mais consumidas no Brasil, por serem uma bebida de sabor suave e que mata a sede de quem não quer gastar muito. Entenda: a maioria das cervejas comerciais no Brasil são do tipo American Lagers, mesmo que no rótulo esteja escrito como Pilsen. Isso acontece por questões de marketing e graças a uma convenção brasileira para a classificação de cervejas.

Porém, existem outras possibilidades para aqueles que querem se refrescar com uma cerveja de qualidade e por um bom preço. Provamos a Eisenbahn Kölsh, uma cerveja de receita alemã produzida em Blumenal/SC pela Cervejaria Sudbrack, que pertence ao Grupo Schincariol. Com excelente custo-benefício, esta cerveja é perfeita para se hidratar e refrescar nestes dias quentes.

As cervejas do tipo Kölsh surgiram na cidade de Colônia, na Alemanha do pós-guerra, como uma alternativa dos cervejeiros locais para competir com as Largers americanas, que estavam dominando o mercado. Seguindo o lema de que “já que não se pode vencê-los, junte-se a eles”, os cervejeiros de Colônia criaram o estilo Kölsh, que tem sabor e aparência semelhante aos de uma American Larger, mas levemente frutado e de paladar mais seco.

 

Cerveja que parece espumante

A Eisenbahn Kölsh é dourada, leve e muito saborosa. Pouco amarga e com bastante gás, ela deve ser tomada bem gelada e em copos estreitos e cilíndricos, para permitir que os aromas sejam melhor percebidos e para que o gás não escape tão rapidamente. A espuma é aerada e pouco duradora e ela tem um paladar seco, comparável a um vinho espumante. Uma ótima cerveja para compor perfeitamente com um dia quente e pratos leves.

 

Eisenbahn Kölsh

Ingredientes: quatro tipo de maltes e lúpulo

Graduação alcoólica: 4,8 %

Temperatura: muito gelada (entre 0 e 4 ºC)

Copo ideal: cilindro

Harmoniza com: comida japonesa, frutos do mar e queijos frescos, como ricota e cottage.

www.eisenbahn.com.br

 

Inovação mineira: levedura de cachaça

A produção de cervejas artesanais tem custos elevados, pois os insumos de qualidade são caros e, na grande maioria, importados. Mas este quadro pode mudar, graças a iniciativa dos cervejeiros da Taberna do Vale que desenvolveram uma levedura feita a partir do mosto de fermentação da cachaça, que substitui os levedos tradicionais, fabricados na Europa. Mais do que redução das despesas de produção, esta inovação representa o potencial da indústria cervejeira artesanal brasileira em desenvolver tecnologias e produtos.

A cerveja produzida com levedura de cachaça é a Carolweiss. Experimentamos a versão Weizenbock, uma maravilhosa bock de trigo, bastante encorpada, com cor marrom-avermelhada e aroma adocicado de ameixa. Apesar do teor alcoólico elevado, ela é leve e tem amargor médio. A espuma saborosa e pouco duradoura completa perfeitamente esta cerveja delicada. Ideal para ser degustada em dias de clima ameno, combina com defumados e harmoniza também com sobremesas a base de banana assada.

 

A cervejaria

Instalada no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, a Taberna do Vale é uma cervejaria-escola comandada pelo mestre-cervejeiro Felipe Viegas e pelo farmacêutico José Eduardo Marinho. Dedicada a disseminar a cultura cervejeira, a Taberna oferece cursos de produção de cerveja, harmonização e degustação, além de promover eventos do circuito da cerveja artesanal mineira.

 

O levedo de cachaça

Levedos são são fungos microscópicos que promovem a fermentação dos açucares, gerando o álcool e o gás carbônico presentes na cerveja, de modo que cada tipo de levedo confere à cerveja características próprias de sabor e aroma. O levedo extraído da cachaça mostrou-se capaz de fermentar naturalmente o mosto formado apenas por maltes de trigo, gerando uma cerveja de qualidade e ainda com teor alcoólico maior que o habitual para as cervejas de trigo, que fica em torno de 5,5%.

 

Carolweiss Weizenbock

Ingredientes: maltes de trigo e cevada, lúpulo e levedura de cachaça.

Graduação alcoólica: 7,7 %

Temperatura: bem gelada (entre 5 e 7 ºC)

Copo ideal: weizen

Harmoniza com: carnes defumadas, queijo grana padano, truta assada ou banana caramelada.

www.tabernadovale.com.br

 

Franziskaner Weissbier: uma cerveja com 600 anos de história

Na Alemanha do século XVI as cervejas de trigo eram tão populares que a sua produção levou à escassez de alimentos. Conta a história que os mestre-cervejeiros disputavam com os padeiros o suprimento de grãos. Assim, em 1516, o duque Guilherme IV da Baviera precisou promulgar uma lei que tornava ilegal o uso de cereais para a fabricação comercial de cervejas, exceto a cevada que era imprópria para a panificação. A chamada “lei da pureza alemã” impedia o uso de qualquer ingrediente que não fosse água, cevada maltada e lúpulo na fabricação de cervejas. Apenas no início do século XIX esta lei deixou de vigorar e as cervejas de trigo voltaram a ser produzidas em larga escala. A partir daí surgiram diversos estilos de cerveja, como as de fruta, mas permaneceu na cultura alemã o orgulho pela pureza e qualidade, características típicas de suas cervejas.

A Franziskaner Weissbier foi criada no ano de 1363 em um mosteiro alemão, resistiu a toda esta história e hoje é uma das cervejas de trigo mais conhecidas do mundo. Ela tem sabor refrescante e frutado, com destaque para o aroma de banana e especiarias. Sua cor é dourada e opaca e sua espuma é cremosa, densa e bem clara. Nota-se uma boa liberação de gás carbônico, o que traz ainda mais frescor e leveza à cerveja.

Desde 2007, as cervejas da Franziskaner são distribuídas no Brasil pela Ambev, como parte da sua linha de cervejas premium importadas. Com isso está cada vez mais fácil encontrar estas cervejas em supermercados e casas especializadas. Outro ótimo diferencial é o preço. A Franziskaner Weissbier, geralmente, está bem mais em conta que as demais cervejas de trigo alemãs encontradas no varejo.

 

O ritual do consumo

Por ser refermentada na própria garrafa, a cerveja de trigo precisa ser servida em um copo especial, chamado weizen. Com formato alongado, boca larga e um estreitamento em relação à base, estes copos permitem uma boa formação da espuma e a perfeita fermentação da bebida, que acontece com o contato moderado com o ar. Assim, um dos charmes da cerveja de trigo é o seu ritual de consumo: com o weizen levemente inclinado, sirva devagar quase todo o conteúdo da garrafa. Faça movimentos circulares com a embalagem, a fim de que a levedura que ficou depositada no fundo se misture ao restante da cerveja, formando uma espuma densa e cremosa. Despeje a espuma no copo e aprecie esta maravilhosa cerveja.

 

Franziskaner Weissbier

Ingredientes: maltes de trigo, maltes de cevada, extrato de lúpulo e fermento

Graduação alcoólica: 5,0 %

Temperatura: bem gelada (entre 5 e 7 ºC)

Copo ideal: weizen

Harmoniza com: frutos do mar, comidas condimentadas e pratos típicos alemães, como joelho de porco e salsishas.

www.franziskaner.com

 

1001 álbuns (online e grátis!) para ouvir antes de morrer

Lançado em 2006, o livro “1001 discos para ouvir antes de morrer” reúne uma seleção de álbuns feita por 90 jornalistas e críticos de música de todo mundo, e organizada por Robert Dimery, um dos fundadores da Revista Rolling Stones.  Todos os álbuns foram disponibilizados para ouvir online e de graça pela rádio 3Net, da Romênia. Para acessar: migre.me/6h3WI

O audacioso projeto, que foi tratado como “a bíblia do pop”, não se restringe a este estilo e perpassa por clássicos do rock, jazz, punk, metal, dance, música experimental e muitos outros tipos de música. A seleção, que abrange álbuns lançados entre os anos 50 e o meio da última década, tem artistas fantásticos, como Sinatra, Jerry Lee Lewis, Cream, Ramones, Cyndi Lauper e White Stripes, até outros de gosto duvidoso como Tina Tuner, George Michael e Britney Spears. Os brasileiros são representados por Elis Regina, os Mutantes, Caetano Veloso, Sepultura, Milton Nascimento e Lô Borges, entre outros.

Certamente você vai encontrar seus discos preferidos nesta lista e ainda vai descobrir outros que merecem ser ouvidos. Um verdadeiro achado para quem gosta de boa música.

www.radio3net.ro/dbalbums/albume1001

 

Mais uma boa combinação: cerveja com guaraná

Dias de calor pedem bebidas refrescantes, como uma cerveja de trigo ou um guaraná bem gelado. E por que não as duas coisas juntas? Pode parecer estranha, mas esta combinação é muito saborosa.

Experimentamos a Gottlich Divina Trigo Extra com Guaraná, que como o próprio nome já diz, é uma cerveja do tipo Weiss com guaraná. Criada pelo cervejeiro Leonardo Botto (fundador da Associação dos Cervejeiros Artesanais Cariocas – Acerva Carioca), a receita desta cerveja surgiu após uma visita ao Monastério de Weihenstephan, na Alemanha, onde é produzida a Weihenstephaner, uma das melhores cervejas de trigo do mundo. Assim, juntando um toque de brasilidade à receita tradicional alemã, o mestre-cervejeiro criou um produto especial, de sabor bastante diferenciado.

A Gottlich Divina de trigo é turva, encorpada, tem coloração dourada e espuma consistente. O amargor é leve e o aroma frutado. Seu sabor está a altura das boas cervejas de trigo e traz o diferencial do leve gosto adocicado do guaraná no final. Refrescante, é ideal pra ser tomada bem gelada, harmonizando com pratos leves, como saladas ou comida japonesa.

Fabricada na cervejaria Opa Bier, em  Joinville/SC, e distribuída pela On Trade, ela pode ser encontrada em estabelecimentos especializados em cervejas especiais. Seu preço é compatível às boas weissbiers nacionais e importadas. Vale a pena experimentar!

 

Gottlich Divina Trigo Extra com Guaraná

Ingredientes: trigo maltado, lúpulo, fermentos de Weihenstephan e extrato natural de guaraná.

Graduação alcoólica: 5,8 %

Temperatura: bem gelada (entre 5 e 7 ºC)

Copo ideal: weizen

Harmoniza com: queijo de cabra, salada, peixes e frutos do mar.

www.otd.com.br

 

Cerveja com chocolate: pode, Arnaldo?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A regra é clara! Já diria o famoso comentarista com o seu mais popular bordão. As cervejas do tipo Stout, principalmente, são ideais para harmonizar com chocolate.  Por que, Arnaldo?  Devido à cerveja preta (Stout) possuir em seu sabor forte presença de chocolate, malte torrado e café, que, ao combinar com o mais consagrado subproduto do cacau, se torna uma experiência gastronômica orgástica. Haja coração! Exclamaria, o empolgado locutor.

A cena pode até ser cômica e, realmente, é muito diferente para a nossa cultura nacional de boteco. Imagine sentar no bar, pedir uma cerveja e, de tira gosto, uma caixa de bombom. Engraçado, não é?

Há um tempo, eu era até um pouco fechado a essa curiosa combinação. Mas, aos poucos, com o amadurecimento do paladar e um aprofundamento na cultura cervejeira, percebi que poderia ser uma experiência bacana.

Harmonização com Coopers Best Extra Stout

Fica a dica para quem quer harmonizar a bebida com chocolate. Escolha uma cerveja top com um chocolate, bolo ou sorvete também de nível considerado bom. Não tente combinar sonho de valsa com Caracu (apesar de não ser Stout) e achar que vai ter uma experiência legal. Isso pode até repelir harmonizações futuras.

A nossa experiência contou com a sublime cerveja australiana Coopers Best Extra Stout, que adquirimos no primeiro mês da Have Nice Beer. Sensacional! Para harmonizar, sorvete e bolo de chocolate amargo.

A cerveja possui um sabor inicialmente amargo, forte, marcante e bem equilibrado, com notas de café, malte torrado e nuances de chocolate. A espuma é marrom, consistente e de média duração, o que torna a bebida ainda mais aprazível.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao degustar a Coopers com o prato escolhido, os sabores da Stout ganham em vigor e se tornam ainda mais presentes, com destaque para o chocolate amargo. A sensação ultrapassa o convite e chega a ser uma intimação para você experimentar essa combinação que, para muitos, é tão boa quanto queijo e goiabada, inseparável, como arroz e feijão, e bem entrosada, como Bebeto e Romário.

Coopers Best Extra Stout:

Ingredientes: água, malte, lúpulo e levedura.

Graduação alcoólica: 6,3%

Temperatura: Gelada (entre 8 e 12º C)

Copo ideal: tulipa e caldereta

Harmoniza com: chocolate, sobremesas, bolo

 

Gostosuras ou travessuras?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A fabricação de cerveja permite inúmeras combinações de ingredientes e, assim, uma diversidade infinita de sabores. Já provamos uma Weissbier com capim limão, outra feita com mel, uma Pilsen que leva mandioca na fabricação e até uma cerveja defumada, de sabor esquisito. Aproveitando o clima de halloween, experimentamos uma cerveja bastante exótica, a artesanal Sauber Pumkin Ale, produzida a base de abóbora.

A Sauber Beer Pumpkin Ale é turva, tem coloração alaranjada escura e espuma pouco duradoura. É forte o aroma de abóbora, mas a cerveja é refrescante, adocicada e levemente amarga. O sabor é exótico, dada a mistura do doce da abóbora com o amargo do lúpulo. Deve ser degustada não muito gelada e em pequena quantidade, para não ficar enjoativa.

Instalada na cidade de Mogi Mirim/SP, a nanocervejaria Sauber Beer produz cervejas de diversos tipos e foi a primeira cervejaria nacional a produzir uma Ale de abóbora. Vale à pena conferir o site da Sauber Beer para acompanhar um pouco da história desta cervejaria artesanal e conhecer os outros 15 estilos de cerveja produzidos por ela.

A origem das cervejas do tipo Pumpkin Ale remontam ao século XVII nos Estados Unidos. Reza a lenda que os colonos americanos buscavam ingredientes locais para misturar em suas cervejas e resolveram acrescentar pedaços de abóbora à mistura de maltes e lúpulos.

 

Sauber Beer Pumpkin Ale:

Ingredientes: malte, lúpulo, levedura e abóbora.

Graduação alcoólica: 4,5%

Temperatura: bem gelada (entre 5 e 7ºC)

Copo ideal: tulipa

Harmoniza com: castanhas, defumados, burritos, carne com chili e outras comidas apimentadas.

www.sauberbeer.com.br

 

Pronto para matar a sua vilã?

 

As vilãs são personagens marcantes, carregadas de fascínio. E foi aproveitando tamanho significado, que a cervejaria Vilã lançou sua linha, inspirada em grandes antagonistas da litaratura, cinema e telenovela.

Experimentamos a Perpétua, uma excelente cerveja do tipo Stout. No romance Tieta do Agreste, de Jorge Amado, Perpétua era uma beata mal-amada e austera, que foi capaz de denunciar o comportamento de sua irmã Tieta ao pai, provocando a expusão da protagonista da cidade de Santana do Agreste. Assim como a viúva Perpétua, a Vilã Stout é amarga. Bastante escura, é encorpada e tem espuma cremosa, mas pouco duradoura. Seu aroma é tostado, com uma mistura de café e chocolate. No rótulo, a frase “Pronto para matar a sua vilã?” é um convite e também um desafio, dado o elevado teor alcoólico desta cerveja. Apesar de forte, a Vilã Stout é muito saborosa e não deixa transparecer o gosto do álcool. Uma cerveja ideal para ser degustada em dias frios.

Completando a seleção de grandes antagonistas proposta pela cervejaria Vilã, coube a Odete Roitman, da novela Vale Tudo, representar uma Extra Special Bitter. Talvez pelo contraste entre o amargo e o frutado, a Malévola, carrasca da Bela Adormecida, deu nome a uma Belgian Dark Strong Ale. A sensual Katherine Tramell, interpretada por Sharon Stone em Instinto Selvagem, virou uma saborosa Belgian Blonde. E, por fim, a psicopata Nazareth Tedesco, da novela Senhora do Destino, batizou uma frutada e ácida cerveja do tipo Kölsh.

Produzidas artesanalmente em Belo Horizonte pelo designer e cervejeiro Armando Fontes, estas cervejas podem ser facilmente encontradas nas casas especializadas da cidade. E vale a pena seguir a cervejaria no twitter para saber das promoções e novidades.

 

Vilã Stout (Perpétua):

Ingredientes: maltes torrados, lúpulo e melaço.

Graduação alcoólica: 10,0%

Temperatura: gelada (entre 8 e 12º C)

Copo ideal: cálice

Harmoniza com: embutidos, feijoada, frutos do mar ou chocolate.

www.twitter.com/cervejavila

 

Uma boa supresa chamada Áustria Golden Ale


Em busca de novidades no supermercado, encontramos a Ástria Golden Ale, da cervejaria Krug Bier. Ela tem coloração avermelhada e espuma clara, mas pouco duradoura. Encorpada, tem sabor e aroma marcantes, levemente frutados e adocidados. Uma cerveja tipo Ale muito saborosa e refrescante.

 

Segundo o fabricante, é uma cerveja de alta fermentação, estilo summer ale inglês, levemente menos carbonatada. Lançada em julho deste ano, já é uma das mais vendidas da micro-cervejaria. São produzidos 10 mil litros por mês, distribuídos apenas no mercado mineiro, paulista e carioca.

A Áustria Golden Ale foi uma excelente surpresa, que nos agradou muito pelo sabor, mas também pelo preço, que é inferior às cervejas nacionais de qualidade e estilos semelhantes. Uma compra que valeu a pena.

 

Austria Golden Ale:

Ingredientes: malte de cevada, lúpulo, malte de trigo e fermentos.

Graduação alcoólica: 4,7%

Temperatura: bem gelada (entre 5 e 7 °C)

Copo ideal: caldereta

Harmoniza com: saladas, salmão, quiches e omeletes.

www.krug.com.br

 

Pra dançar até gastar a sola do sapato

pequena morte

Para os franceses, a pequena morte (ou la petite mort) é uma expressão popular usada para descrever experiências de prazer máximo. Pros lados de cá, a Pequena Morte também é deleite, mas na forma de um som imperativo, contagiante, festivo, no melhor estilo do ska.

Formada em 2006, a Pequena Morte é um sexteto belorizontino que junta metais e percussão ao power trio baixo, guitarra e bateria. Em 2011 lançou o seu primeiro álbum, o “Defenestra!”, disponível para download gratuito no site da banda. Empolgante do início ao fim, o álbum tem arranjos elaborados e letras divertidas, que unem ao ska uma pitada generosa de brasilidade, intercalando o português e o espanhol, o reggae e o samba. E ao vivo a banda é ainda melhor! A Pequena Morte bota todo mundo pra dançar em um caloroso e interminável carnaval.

Vale a pena baixar o álbum e também acompanhá-los no twitter ou facebook pra saber dos próximos shows.

www.pequenamorte.com.br

 

Para cada cerveja um copo diferente

 

 

Pode acreditar: escolher o copo certo pode influenciar muito na degustação de uma boa cerveja. Cada estilo da bebida tem suas características de aroma, temperatura ideal de consumo e consistência da espuma que são ressaltados quando ela é servida em um copo adequado. Além do mais, boa parte do prazer de tomar uma cerveja especial está em apreciar seu visual, ainda mais bonito quando servida no tipo de copo apropriado para cada estilo. Por isso listei os principais copos e suas características:

copo de cerveja em formato de bota

Bota

 

Bota: comum em festivais de cerveja, o copo em formato de bota é uma homenagem aos soldados alemães que, reza a lenda, tomavam cerveja usando suas botas. Mais que isso, é também um desafio aos bebedores: a ponta da bota cria um repentino refluxo de ar que faz com que a cerveja desça rapidamente. A idéia é não deixar derramar nenhuma gota.

 

Caldereta

Caldereta

 

 

Caldereta: um copo versátil, ideal para as cervejas Pilsen, mas também para as do tipo India Pale Ale (IPA), English Ale e Largers escuras. Seu volume reduzido permite degustar a cerveja sem perder o gás da bebida ou deixá-la esquentar.

 

 

Cálice

Cálice

 

 

Cálice: de boca larga e aste um pouco alongada, é ideal para as cervejas fortes, como as Stout ou as Trapistas belgas (estilos Dubbel, Tripel e Quadrupel). Pode ser segurada com a palma da mão no corpo do copo, para elevar um pouco a temperatura da bebida e proporcionar a liberação dos aromas, especialmente nos dias frios.

 

Caneca

Caneca

 

Caneca: usada para chopes e pra cervejas do tipo Irish Red Ale, a caneca proporciona a formação de espuma na medida certa, para ser tomada em grandes volumes. Podem ser de alumínio e cerâmica, mas prefira as de vidro, que não influenciam no sabor da bebida.

 

Cilindro

Cilindro

 

 

Cilíndrico: seu formato fino e alongado permite a concentração dos aromas para as cervejas mais delicadas, como as frutadas, dos tipos Altbier, Kolsch e Lambic.

 

 

Flauta

Flauta

 

 

Flauta: uma taça esguia e com aste alongada, mais usada para tomar champagne, que possibilita a formação de uma espuma densa e a concentração dos aromas. Entre as cervejas, é ideal para as do tipo Faro, Lambic ou Champegnoise, como a brasileira Eisenbahn Lust.

 

 

Pilsner

Pilsner

 

 

Pilsner: alongada e de boca larga, a taça pilsner é ideal para as cervejas do tipo Pilsen, pois possibilita a formação de uma espuma espessa, que mantém a temperatura ideal e evita que o gás da bebida escape rápido.

 

 

 

Pint

Pint

 

 

Pint: ideal para cervejas do tipo Witbier, como a belga Hoegaarden. Como essas cervejas não formam muita espuma, podem ser tomadas em copos grandes e com boca larga, como este. Por ser versátil, o copo do tipo pint é usado em bares para vários outros tipos de bebidas.

 

 

Tulipa

Tulipa

 

 

Tulipa: possui corpo arredondado e haste curta. Tem uma curvatura próxima à boca, que permite a compressão da espuma, o que favorece a concentração do aroma e manutenção da temperatura. São ideais para as cervejas belgas, especialmente as Pale Ale, Strong Dark Ale e Strong Pale Ale.

 

 

Weizen

Weizen

 

 

Wizen: ideais para cervejas de trigo, chamadas Weissbier, estes copos têm formato alongado, boca larga e um estreitamento em relação à base. O formato permite a formação da espuma densa e a perfeita fermentação da bebida, que acontece depois que ela é colocada no copo.

 

 

Yard

Yard

 

 

Yard: um copo alongado, que não fica em pé sozinho, usado em competições de quem bebe mais rápido e sem derramar. O nome deve-se ao seu tamanho, que é de uma jarda de comprimento (0,91 m ou 1 yard).


Grimor nº 3 Amber Lager: fascinante desde o rótulo

 


Para quem gosta de cervejas artesanais, a diversão é desbravar eventos do circuito cervejeiro em busca de boas suspresas. E foi no aniversário do programa Pão e Cerveja da rádio CBN que conhecemos a Grimor nº 3, uma amber lager de amargor leve e aroma que permeia o tostado e o adocicado. Sua coloração castanho-avermelhada e a espuma clara e densa tornam ainda mais especial a experiência de degustá-la. Refermentada na garrafa, ela é leve, refrescante e ao mesmo tempo marcante no sabor. Uma cerveja realmente diferenciada.

 

Produzida artesanalmente pela nanocervejaria Grimor, ela é resultado de muita pesquisa e dedicação do casal Paulo Patrus e Gabriela Montandon, os cervejeiros responsáveis por todas as etapas de produção. Tamanho primor pode ser notado ainda no rótulo, uma mistura de tradição e tecnologia, eleito vencedor do Prêmio Mineiro de Excelência Gráfica 2011.

Apesar da reduzida escala de produção, esta maravilha está disponível em alguns postos de venda em Belo Horizonte, listados no site da cervejaria. O preço é bastante justo, compatível com as boas cervejas artesanais locais. Uma cerveja especial que vale o esforço de procurá-la.

 

Grimor nº 3 Amber Lager:

Ingredientes: água, malte, lúpulo e levedura.

Graduação alcoólica: 5,3%

Temperatura: bem gelada (entre 5 e 7º C)

Copo ideal: tulipa

Harmoniza com: queijo fresco, castanhas, grelhados e salsichas.

www.grimor.com.br